domingo, 24 de abril de 2005

será?

ao som de David Bowie - 'starman'

Criança, criança, deixa isso de lado, não tem futuro, não há futuro, você incomoda até as paredes com tanta falta de sentido nessas palavras, nesse conversar sozinho em voz alta.
Paro por aqui, de escrever. Vou para lá, para mais perto de algum lugar onde gostaria de estar. Quem estiver lendo, deve haver alguém, eu sei que há, por favor, me responda. Será que eu chego?
Florianópolis, 24 de abril de 2005 - 00h36min.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

sobre sintomas e travesseiros.

ao som de Galaxie 500 - 'fourth of july'

Nariz escorrendo, garganta doendo. Acumulo sintomas e, em consequência, faço literatura de hospital, divulgação de boletins médicos e publicação de prognósticos baseados tão-somente na minha mania feia de ser pessimista e apocalíptico quanto a minha saúde. Que, devo dizer, nunca foi das melhores, mas nunca me trouxe grandes problemas.
Então, poderia fazer um bolão, perguntando qual será o sintoma de amanhã. Mas vai, de humor hediondo já basta o comportamento heróico das tropas americanas no Iraque.
Histórias, histórias, algumas das quais eu devo relatar. E meu recém-adquirido pavor noturno, uma sensação congelante ao se fechar os olhos para dormir. Dez vezes levantar-se, dez vezes sacudir a cabeça e perceber que tudo não passou de um sonho.
Então abraço minha realidade, o céu escuro e estrelado, procuro a Lua, deposito nela uma lágrima e rolo meu corpo em direção a parede, fico desenhando formas incertas com o dedo no sólido gelado. A presença que me ilumina é o que me faz feliz. Longe, mas sempre tão perto.
Estranho eu gravar essas datas, mas na madrugada de hoje completaram-se 365 dias desde o dia em que não mais consegui dormir sem estar agarrado a um travesseiro, pelo menos.
Florianópolis, 08 de abril de 2005 - 12h14min.

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Direto da aula de Letras e Informática. :D

ao som de dois condicionadores de ar.

Tosse, além da dor. Mas logo passa, logo passa.
O professor está por lá, mas logo ele volta. Melhor correr, sair depressa, não abusar muito.
Não sei, mas tenho uma impressão estranha de estar me deteriorando, de dentro para fora.
Mas tudo ficará bem, não é? Sim, tudo ficará bem... continue por aqui. Sempre.
Florianópolis, 07 de abril de 2005 - 15h41min.

quarta-feira, 6 de abril de 2005

procura-se um pronto-socorro.

ao som de The Decemberists - 'the engine driver'.

Ah! Dores no peito! Se persistirem e continuarem a pressionar madrugada adentro, a próxima manhã será numa fila de emergência de hospital.
Consigo nem me concentrar direito na música, ou na escrita. Não sei dos motivos, pode até ser muscular -- coisa de quem sempre dorme de mau-jeito, sempre com os braços debaixo do travesseiro, de modo que eles adormecem durante a noite e eu acordo, de um pesadelo, achando que eles não estão mais aonde deveriam estar.
Ou ansiedade, ou ainda saudade. Saudade.
Vou para o quarto, tentar escrever um pouco mais. Coerência, meu rapaz; coerência! Essa dor que nem é dor ainda, é desconforto, por amanhã ela se terá ido para longe.
Mas... e se for saudade?
Florianópolis, 06 de abril de 2005 - 20h56min.