quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

aquarela dos céus iridescentes.

Por entre lágrimas, o brilho de cores que nelas se espalham. Prismas líquidos, repartindo o crepúsculo em um infinito número de nuances.
O banco do parque me traz recordações de recordações, todas elas tão unidas... e a ação do calor e da vida de um crepúsculo avivam ainda mais as emoções. Tudo unido demais, conjunto demais, misturado numa imensa sopa de sensações e sonhos. Sorrisos e palavras a serem faladas, palavras que esperam, palavras que se encaminham em pedaços de papel.
Eu não tinha certeza, mas pensei que seria assim.
Você vê, os crepúsculos, nossa, estão tão lindos! Céus vulcânicos, parecem que entrarão em erupção e jorrarão cachoeiras de cores e luzes cremosas por todos os lados. O céu, estático nas tardes abafadas e sem vento, com nuvens adornando pequenos pontos, parece um quadro em aquarela, perfeito em sua capacidade de transmitir acalento com um simples trocar de olhares.
É como sentir-se abraçado, envolto pelo calor do corpo da pessoa mais importante.
Que está lá, eu sei e sinto, olhando por entre as cores. E em todos os lugares, em cada aurora de cada flor que desabrocha. E em cada crepúsculo de cada folha que despenca.
Florianópolis, 30 de dezembro de 2004 - 16:56

terça-feira, 28 de dezembro de 2004

de tudo que é a própria felicidade.

Eu até poderia, um dia, acordar determinado a esquecer. Mas teria de fazer tanto esforço que, em tentando cumprir a tarefa, esqueceria-me até de esquecer.
Então continuaria a lembrar a todo instante. Como sempre.

E as auroras estão tão bonitas, sabe...
Florianópolis, 28 de dezembro de 2004 - 17:52